O Ministério Público Federal vai investigar a empresa Sandra Regina Terraplanagem, de Umuarama. A empresa tem um capital social declarado de apenas R$ 10 mil, mas no ano passado recebeu cerca de R$ 1 milhão da prefeitura por contratos de locação de máquinas. As denúncias foram feitas pela Associação de Combate à Corrupção de Umuarama (Accepa), cujo presidente, Osmair Salustiano Santos, sofreu uma tentativa de homicídio no último dia 12.
A Procuradoria da República em Umuarama deve intimar na semana que vem o prefeito reeleito Fernando Scavanavaca (PPB) para prestar informações sobre os contratos e pagamentos feitos à empresa. O prefeito deveria ter sido intimado na semana passada, mas estava em férias. Segundo o procurador Nazareno Wolff, o Ministério Público Federal tentou intimar também os donos da empresa, mas o oficial de Justiça não conseguiu localizar o endereço. ‘‘Com as informações da prefeitura poderemos chegar aos donos da empresa’’, adiantou Wolff.
Segundo o presidente da Accepa, o endereço que consta na Declaração de Firma Individual - avenida Goiás, 5.177 - é fictício. Outro endereço fornecido à Accepa também foi checado e não existe. A firma está em nome de uma menor de 21 anos que foi emancipada para atos do comércio, mas o dono seria José Orlando, morador no Jardim Aratimbó. ‘‘Ele nos informou que o local de contato da empresa seria o Auto Posto Boa Vista. Depois disso, paramos de procurar e apresentamos a denúncia à Procuradoria’’, disse Osmair.
O procurador informou que vai investigar indícios de sonegação fiscal por parte da empresa. Se surgirem suspeitas de outros crimes, como peculato ou desvio de dinheiro, as denúncias poderão ser encaminhadas para o Ministério Público Estadual ou investigadas pela própria Procuradoria, em conexão com os crimes de sonegação fiscal.
O chefe de gabinete da prefeitura, Valdir Miranda de Souza, disse ontem que o prefeito só vai se manifestar sobre o assunto depois de receber a intimação da Procuradoria. A Folha tentou localizar pelos telefones citados na denúncia os donos da empresa Sandra Regina, mas não conseguiu. No número de telefone convencional ninguém atende. Já o celular que pertencia a José Orlando está desativado.

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