MPF investiga contratos do Banco do Nordeste
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segunda-feira, 18 de setembro de 2006
Folhapress 
Fortaleza - O Ministério Público Federal pediu o bloqueio dos bens e a quebra dos sigilos bancário e fiscal de sete funcionários e ex-funcionários do BNB (Banco do Nordeste do Brasil), entre eles o atual presidente, Roberto Smith, e o anterior, Byron Queiroz, e de seis agências de publicidade, por improbidade administrativa. Para o procurador da República Alessander Sales, há indícios de irregularidades no pagamento de reajustes na renovação de contratos do banco com as agências (acima do limite estipulado pela lei de licitações, de 25% sobre o valor estipulado em contrato).
O juiz Francisco Roberto Machado, da 6 Vara Federal, notificou ontem as partes e deu 15 dias para a defesa. Para fazer as acusações, o procurador se baseou em uma auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União). Segundo os auditores, na gestão de Queiroz, os contratos assinados com duas agências de publicidade em 2000 previam gastos de até R$ 3 milhões, para cada, ao ano, mas chegaram a um total de R$ 52,4 milhões, em 2003.


