Maceió - O Ministério Público Federal (MPF) de Alagoas descobriu um suposto plano para assassinar o procurador da República Rodrigo Tenório e o juiz federal Rubens Canuto Neto. Um pistoleiro teria sido contratado por R$ 50 mil para executar o serviço. O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, foi até Maceió ontem comunicar a descoberta e dizer que Tenório e Canuto Neto estão sob forte esquema de segurança.
''Não será o afastamento dos dois que influenciará nas investigações em que eles estão envolvidos'', disse Souza. Ele afirmou que a trama é investigada pela Polícia Federal desde o fim de janeiro, mas só agora foi revelada, como ''medida profilática, para mostrar que nem o Ministério Público nem a magistratura federal se intimidam diante de ameaças do tipo''.
Tanto Tenório como Canuto Neto - que é titular da 8 Vara Federal e filho do deputado federal Carlos Alberto Canuto (PMDB-AL) - atuaram na Operação Carranca e no desbaratamento de uma quadrilha de assaltantes de cargas liderada pelo presidiário Agilberto Junior dos Santos, conhecido como Júnior Tenório.
O Ministério Público não divulgou detalhes sobre as investigações nem se já tem pistas dos mandantes e dos motivos. Durante a entrevista, o procurador-geral disse apenas que a PF já tem pelo menos três suspeitos das ameaças, mas não poderia revelar seus nomes para não prejudicar as investigações.
Souza disse que ameaças foram feitas diretamente ao magistrado e ao procurador da República. ''Os pistoleiros receberiam R$ 50 mil pelo serviço'', revelou o procurador-chefe da Procuradoria da República em Alagoas, Paulo Roberto Olegário de Sousa.

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