MPF denuncia ex-prefeito e mais 97 por corrupção em Foz
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quarta-feira, 01 de fevereiro de 2017
Edson Ferreira<br>Reportagem Local 
O Ministério Público Federal (MPF) no Paraná ofereceu denúncia contra o ex-prefeito de Foz do Iguaçu (Oeste), Reni Pereira (PSB), e mais 97 pessoas por um suposto esquema criminoso na cidade. Pereira é apontado como chefe de organização criminosa, com a participação de vereadores e ex-vereadores, ex-secretários municipais e empresários.
Segundo a denúncia, entre os crimes apurados está o pagamento de um "mensalinho" aos vereadores em troca de apoio político na votação de projetos do Executivo. Os valores variavam entre R$ 5 mil e R$ 10 mil mensais e foram pagos a pelo menos 12 vereadores, segundo as investigações conduzidas durante a Operação Pecúlio. O MPF também narra outros crimes praticados pelo grupo, como a indicação de parentes dos vereadores para cargos na prefeitura e em empresas terceirizadas. Além disso, o grupo teria recebido propina para privilegiar o pagamento de empresas com contratos com a administração pública.
Os denunciados vão responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, fraudes de licitações, organização criminosa, falsidade ideológica, dispensa indevida de licitação e usurpação do exercício de função pública. Oitenta e cinco envolvidos no esquema já são réus na Operação Pecúlio.
A ação penal tramita na 3ª Vara Federal de Foz do Iguaçu. A reportagem não conseguiu localizar o advogado de Reni Pereira para falar sobre a denúncia.
VEREADORES
Cinco vereadores presos pela Polícia Federal de Foz na Operação Pecúlio tiveram recurso negado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) e permanecem detidos. Em julgamento de mérito dos habeas corpus, o Tribunal manteve na cadeia os vereadores reeleitos Edílio DallAgnoll (PSC), Darci Siqueira (PTN) e Luiz Queiroga (DEM).
Segundo o relator, desembargador federal Márcio Antônio Rocha, caso libertados, "poderiam voltar a exercer a função pública e reincidir". A vereadora Anice Gazzaoui (PTN) teve o processo suspenso a requerimento da defesa que apresentará novo habeas com nova documentação anexada. Apenas o vereador reeleito Rudinei Moura (PEN) teve o habeas corpus concedido parcialmente devido à situação da mulher, que perdeu o bebê e está internada no Hospital de Clínicas de Curitiba, conforme a assessoria de imprensa do TRF-4.
Os vereadores que não se reelegeram em 2016, Fernando Henrique Duso (PT), Paulo Ricardo da Rocha (PMDB), Hermógenes de Oliveira (PSC) e Paulo Cesar Queiroz (SDD), tiveram a prisão substituída por medidas cautelares, como pagamento de fiança de R$ 100 mil, proibição de contato com os outros réus e de acesso à prefeitura de Foz do Iguaçu. O ex-secretário municipal Juarez Silveira dos Santos também foi solto com o uso de tornozeleira eletrônica, além da proibição de contato com outros réus e acesso à prefeitura. (Com Agência Folhapress)


