Um balanço parcial do Ministério Público Eleitoral (MPE) do Paraná aponta que os promotores pediram impugnação de 491 candidaturas de vereadores e prefeitos em todo o Estado, entre 16 e 19 de julho, prazo para este tipo de representação. Promotores de 50 cidades encaminharam os dados à Coordenadoria Eleitoral do MP, o que indica que o número pode ser muito maior, já que há 399 municípios no Estado. Eleitores, candidatos e partidos políticos também podiam fazer impugnações. Os juízes eleitorais devem julgar todas os pedidos.
Em Londrina, o MPE impugnou três candidaturas de vereadores e eleitores contestaram pelo menos as candidaturas de cinco dos seis postulantes à prefeitura. No Paraná, as cidades com maior número de impugnações foram Ivaiporã e Faxinal, ambas no Norte, com 54 e 55 pedidos respectivamente.
Por meio da assessoria de imprensa, o procurador Armando Sobreiro Neto, da Coordenadoria das Promotorias Eleitorais, atribuiu o ''número expressivo'' de impugnações à Lei da Ficha Limpa, que ampliou as causas de inelegibilidade. ''Dentre as causas de impugnação, algumas se destacam, como, por exemplo, o número de ações por ato doloso de improbidade administrativa.'' Foram 49 casos de improbidade dolosa. Também há casos de ausência de desincompatibilização de funções públicas, condenações criminais definitivas ou por órgão colegiado e reprovação de contas.
Há 26 casos de impugnação em razão da violação da reserva de gênero - partidos ou coligações que não cumpriram a cota de 30% das vagas para mulher. Outros casos são de ausência de filiação partidária, analfabetismo, candidatos que não cumpriram idade mínima para o mandato postulado ou que possuíam parentesco com algum detentor de mandato eletivo.

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