MPE processa vereadores de Foz do Iguaçu
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quarta-feira, 13 de agosto de 2003
Alexandre Palmar<br>Equipe da Folha 
Foz do Iguaçu - O Ministério Público Estadual (MPE) denunciou quatro vereadores de Foz do Iguaçu, o secretário municipal de governo, Sérgio Beltrame, e o secretario estadual de Turismo, Cláudio Rorato (PMDB), por improbidade administrativa. Os parlamentares foram acusados de marcar cédulas e os agentes públicos de incentivar a quebra do sigilo do voto na eleição da mesa diretora da Câmara Municipal de Foz em dezembro de 2002.
O promotor Luiz Francisco Barletta Marchioratto, autor da ação civil pública, pediu ainda o afastamento liminar dos vereadores e dos secretários dos seus respectivos cargos. Ele justificou que essa solicitação tem como objetivo evitar constrangimento possível de atrapalhar o processo de instrução a ser instaurado com o ajuizamento da ação.
Marchioratto pediu ainda quebra dos sigilos fiscal e bancário dos investigados, apresentação das cinco últimas declarações de imposto de renda e indisponibilidade dos bens. Caso fique comprovada a fraude, requer perda das funções públicas e suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos, mais multa.
Todos os acusados negam a acusação e questionam o fato da ação estar sustentada em testemunhos de adversários políticos. Também afirmam que ''ninguém'' viu os votos depois da apuração, portanto a marcação pode ter acontecido depois do fim do pleito. Os seis apresentarão defesa logo que notificados. Os autos aguardam despacho na 3 Vara Cível.
A ação está embasada em depoimentos, em cédulas submetidas a perícia e numa fita cassete na qual existiria uma conversa sobre como deveria ocorrer a quebra do sigilo. O resultado da eleição foi oito votos para Adilson Rabelo (PSB) e dois para Hermógenes de Oliveira (PMDB). Onze votos dados ao peemedebista foram anulados porque estavam marcados com pequenos rasgos.


