MPE pede reforço policial para o 2º turno
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Ainda que disputada entre apenas dois candidatos - e não nove ao Executivo e 407 à Câmara, como no último dia 5 -, a eleição do próximo domingo deve ser mais acirrada e problemática que a do primeiro turno, com mais pedidos de intervenção de uma coligação em relação à outra no sentido de coibir eventuais tentativas de crime eleitoral. A previsão é do Ministério Público Eleitoral (MPE), que, já em função dessa análise prévia, solicitou à Justiça Eleitoral o reforço do policiamento de 20 pontos de transmissão de dados para o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) espalhados por cinco das sete zonas eleitorais, além do isolamento do prédio do Fórum Eleitoral - onde, desta vez, haverá um telão do lado de fora para acompanhamento da apuração.
A solicitação partiu da promotora Solange Vicentin, da 42 Zona Eleitoral, ao juiz coordenador do pleito em Londrina, Carlos Maurício Ferreira. Esta semana, ambos se reúnem com representantes das polícias Federal, Civil e Militar, para discutir como será o esquema de segurança no domingo. Antes, a coordenação deve conversar com representantes dos candidatos Antonio Belinati (PP) e Luiz Carlos Hauly (PSDB), em reunião inicialmente marcada para amanhã às 10 horas.
De acordo com a promotora, além do reforço na segurança, outra diferença da logística do primeiro para o segundo turno será o encaminhamento de pessoas em situação de suposto crime eleitoral já para a sede da PF, após triagem no Moringão. Antes, elas permaneciam no próprio ginásio até que o Termo Circunstanciado (Tecip), por exemplo, fosse lavrado. ''No primeiro turno, dos 14 casos levados ao Moringão, apenas seis se converteram em processo por crime eleitoral. De qualquer forma, com o reforço previsto, no ginásio acontecerá só mesmo a triagem'', comentou a promotora. ''E como agora é uma disputa polarizada, com os ânimos mais acirrados, acreditamos até que uma coligação queira fiscalizar mais a outra - ainda que não se possa distribuir brindes e nem fazer boca-de-urna'', afirmou.
Lei Seca - Um dos mecanismos de que o MPE deve se valer para tentar resguardar a ordem no dia do pleito é a resolução 346/08, publicada ontem à tarde pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). A medida, assinada pelo secretário Luiz Fernando Delazari, proíbe a venda e o fornecimento de bebidas alcoólicas entre a zero hora de domingo e a zero hora de segunda-feira nos municípios de Londrina e Ponta Grossa, os únicos em que haverá segundo turno.
O pedido para que também o fornecimento de álcool no período fosse vedado partiu da promotora da 42 zona londrinense, já que, de acordo com ela, o MPE teria recebido reclamações, no primeiro turno, de donos de estabelecimentos que cumpriram a determinação da Sesp, mas viram outros descumprirem. ''O ideal é proibir as duas coisas - afinal, se o objetivo é coibir o consumo, quem fornece a bebida, vendendo ou doando, também tem que ser fiscalizado'', defendeu a promotora.


