MPE pede afastamento de prefeito
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quinta-feira, 05 de abril de 2001
Maurício BorgesDe Apucarana 
O prefeito de Jardim Alegre (110 km ao sul de Apucarana), Osmir Braga (PSDB), deve ser citado nas próximas horas sobre uma ação penal proposta pelo Ministério Público Estadual (MPE). Braga, que foi reeleito, é acusado de promover licitações fraudulentas para desviar R$ 133 mil dos cofres públicos. O MPE acusa o prefeito de improbidade administrativa e pede seu afastamento. Ele nega as acusações.
A ação penal foi apresentada nesta semana no Tribunal de Justiça (TJ) do Estado pelo procurador Munir Gazal e pelos promotores Reginaldo Rolim Pereira, Wanderlei Carvalho da Silva e Margareth Ferreira. Para justificar o pedido de afastamento, o MPE argumenta que existe risco de o prefeito usar o cargo para dificultar a instrução criminal, da mesma forma que usou para manipular o dinheiro público, incluindo notas falsas para prestar contas de seus atos.
Braga é acusado de ter montado licitações fictícias no período de julho a setembro de 1999. Na ação são relacionadas 28 notas fiscais frias, emitidas por 12 empresas.
Procurado ontem pela Folha, o prefeito não foi encontrado. Vereadores de oposição afirmam que ele está escondendo-se para não ser notificado pelos oficiais de Justiça.
Nesta semana, em entrevista à Rádio Nova Era, de Borrazópolis, o prefeito atribuiu as denúncias aos seus opositores, que estariam inconformados com a derrota na eleição de 2000. Ele afirmou que é normal o Ministério Público acusar. Ainda não fui condenado e este é apenas um pedido da promotoria. Não fui sequer ouvido ainda a respeito da denúncia, defendeu-se o prefeito.
Braga disse estar tranquilo e afirmou que a oposição quer confundir e jogar a população contra sua administração. Os vereadores oposicionistas e outros adversários desejam me afastar antes de eu ser julgado, mas é preciso lembrar que tenho o direito de fazer minha defesa, afirmou.


