Nem bem foram homologadas, e as candidaturas a prefeito Londrina já estão na mira do Ministério Público Eleitoral. Esta semana, o MPE analisa se encaminha à juíza da 41 Zona Eleitoral, Denise Hammerschmidt, pedido de impugnação da candidatura do deputado federal André Vargas (PT). A solicitação, apresentada pela enfermeira Regina Maria Amânsio, se baseia na investigação de suposto crime eleitoral que o parlamentar teria cometido no pleito de 2006, na disputa pela Câmara Federal.
O pedido se refere à investigação, conduzida pelo Juizado Civil Especial de Maringá, em que Vargas foi acusado por 80 seguranças da Universidade Estadual de Maringá (UEM) de ter utilizado seus nomes na prestação de contas da campanha, sem a autorização necessária, supostamente para justificar gastos no processo eleitoral. Desse grupo, 31 acionaram o parlamentar na Justiça ao requerer reparação de eventuais danos causados - cada um pede ressarcimento de mais de R$ 16 mil. O deputado argumentara que a inclusão daqueles nomes na lista de doadores teria ocorrido devido a erro da assessoria de sua campanha.
A autora do pedido salientou que Vargas fez a retificação da prestação de contas ''somente quando o caso veio a público, cerca de 18 meses após registrar os gastos na Justiça Eleitoral, porém não se manifestou acerca dos valores declarados''. Com isso, aponta o documento, o candidato não teria observado ''o princípio da publicidade''.
Por meio de sua secretária, o promotor da 41 Zona Eleitoral, Miguel Sogaiar, disse que o pedido da requerente estava ''sob análise''.
Já Vargas foi taxativo: ''A Regina Amânsio é militante política da nossa oposição, seja de onde vier - certamente o pedido dela não terá provimento'', aposta. A respeito da ação dos servidores que subsidia o pedido da enfermeira, argumentou: ''Também é motivação política. Peticionei em abril um pedido de reparação de contas, no mês seguinte, ou junho, entraram com ação cível contra mim'', alegou. Por que a demora na percepção do susposto erro na prestação das contas de 2006? ''Essa discussão será feita na Justiça. De qualquer forma, não olho minha prestação de contas enquanto tomo o café'', ironizou.

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