O Ministério Público Federal de São Paulo afirmou que vai recorrer da decisão do juiz da 1 Vara Criminal Federal, Casem Mazloum, que excluiu o ex-secretário-geral da Presidência da República Eduardo Jorge Caldas Pereira dos inquéritos em que figura como réu ou investigado.

Em sua decisão, Mazloum disse que o MPF não apresentou as provas de um possível envolvimento do ex-secretário no desvio de verbas da construção do Fórum Trabalhista de São Paulo. O principal documento do caso, as 117 ligações que o juiz aposentado Nicolau dos Santos Neto, considerado o principal responsável pelo desvio, fez a Eduardo Jorge, não são provas judiciais. ''Meras chamadas telefônicas não são e nunca foram consideradas elementos de prova.''

O procurador José Ricardo Meirelles afirmou que a decisão do juiz foi recebida com ''serenidade'' e que o MP irá recorrer ao Tribunal Regional Federal. EJ disse que o MP sai arranhado depois desse episódio. A sentença, segundo ele, mostra que os procuradores fizeram um escárnio da Justiça no último ano.

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