A promotora de Defesa do Patrimônio Público, Leila Voltarelli, instaurou ontem procedimento para investigar o pagamento supostamente irregular de R$ 98 mil feito pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) à Construtora Xapuri, mesmo com parecer interno apontando que o serviço contrado em setembro de 2009 não havia sido executado integralmente naquele mês, conforme revelado ontem pela FOLHA. Segundo a diretoria de Operações da companhia, apenas R$ 32 mil - de uma parcela integral de R$ 130 mil - deveriam ter sido pagos à empresa, já que somente 25% do serviço foi prestado.
Ontem mesmo a promotora solicitou informações à Controladoria-Geral do Município, que elaborou parecer recomendando a devolução do recurso. A suposta irregularidade também repercutiu na Câmara de Vereadores. Os vereadores Joel Garcia (PP), Eloir Valença (PHS) e Rony Alves (PTB) fizeram um pedido de informações à CMTU e convocaram o presidente da companhia, André Nadai, para prestar esclarecimentos sobre o contrato com a Xapuri, que depois mudou a razão social para Biocollecta.
''Queremos esclarecimentos sobre este fato e documentos que possam explicar essa situação'', disse Valença. ''Vamos verificar se a CMTU tomou alguma providência em relação a este pagamento supostamente irregular; se os responsáveis sofreram as penalidades'', acrescentou Rony Alves.
Nadai, que era diretor administrativo-financeiro à época do pagamento para a Xapuri, teria insistido no repasse da parcela integral, amparado por um parecer jurídico. Segundo relato de uma fonte, foi o então diretor de Operações, Aguinaldo Rosa (hoje assessor da secretaria de Obras), quem defendeu a necessidade do desconto uma vez que o fiscal do contrato apontou o cumprimento parcial do contrato. Anteontem Aguinaldo preferiu não comentar o assunto.

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