A Promotoria Especial de Proteção ao Patrimônio Público, em Curitiba, vai realizar uma diligência especial em São Miguel do Iguaçu (43 quilômetros a nordeste de Foz). O objetivo é investigar denúncias de irregularidades na prefeitura que teriam sido cometidas em 1998, durante a gestão do prefeito Armando Polita (PMDB), que foi reeleito.
A investigação será coordenada pelo procurador Munir Gazal, que estará no município no dia 18 deste mês, junto com outros promotores. Eles deverão concluir o trabalho iniciado pela comarca local, em especial a denúncia de fraude de licitação para a contratação e realização de 50 mil exames médicos. O número é mais que o dobro da população do município, de 24,3 mil habitantes.
Conforme o promotor de São Miguel do Iguaçu, Haroldo Nogiri, responsável pela apuração inicial, um farmacêutico revelou como o esquema envolvendo três empresas teria funcionado. ‘‘Segundo o denunciante, a concorrência foi dirigida para que a empresa, cujo proprietário é o filho do secretário municipal de Saúde da época, fosse vencedora’’, afirmou Nogiri. Nogiri indicou ontem outro suposto indício de fraude: muitas assinaturas de médicos encontradas nas autorizações são falsas.
O prefeito nega as acusações. Segundo ele, as denúncias fazem parte de ‘‘armações’’ de seus opositores, entre eles o ex-prefeito Albino Bissolotti (PFL). Sobre a suposta licitação dirigida, Polita disse não se lembrar da concorrência. Argumentou ainda que estava numa reunião no Tribunal de Contas (TC), em Curitiba, e que naquele momento não poderia conseguir informações sobre o assunto.

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