Sônia Cristina Silva
Agência Estado
De Brasília
O Senado deve enviar hoje ao Ministério Público documentação contendo as denúncias e acusações trocadas, na semana passada, entre o presidente da Casa, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) e o presidente do PMDB, senador Jader Barbalho. O assunto também poderá ser encaminhado ao Conselho de Ética do Senado, onde a oposição promete pressionar pela abertura de inquérito para investigação dos fatos.
A Mesa do Senado tem reunião marcada para o final da manhã. O vice-presidente do Senado, Geraldo Melo (PSDB-RN) – à frente do processo relativo ao confronto entre ACM e Jader – defende o envio das denúncias ao Ministério Público e ao Conselho de Ética da Casa. ‘‘Amanhã (hoje), este assunto terá uma definição’’, afirmou Melo. O lema é trabalhar com serenidade, mas com a energia necessária para não deixar sem resposta a sociedade, surpresa diante da constrangedora exposição pública dos senadores.
O plenário deve votar, na sessão da tarde, requerimento do senador Roberto Freire (PPS-PE), que justamente pede a investigação das denúncias pelo Ministério Público e pelo Conselho de Ética. Antonio Carlos avisou que presidirá a sessão e pedirá votos para aprovar o requerimento.
Interessado em enviar a documentação para a Procuradoria-Geral, ACM, inclusive, pretende acrescentar novas denúncias ao dossiê contra Jader. ‘‘O Ministério Público é mais independente’’, disse ontem ACM. ‘‘Não tem senadores se metendo.’’
Na quarta-feira da semana passada, ACM e Jader trocaram insultos na tribuna por mais de uma hora. ‘‘Corrupto, truculento, mentiroso e bajulador’’ foram alguns dos adjetivos usados pelos dois. A documentação originária deste bate-boca inclui o dossiê, apresentado por Antônio Carlos Magalhães para atacar Jader Barbalho e o discurso de resposta do presidente do PMDB.

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