Os promotores Cláudio Esteves e Jorge Barreto, que denunciaram cinco funcionários da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) por cancelamento indevido de multas, pediram o afastamento dos três ocupantes de cargos comissionados que teriam pressionado os agentes a cancelar multas. O pedido foi feito juntamente com a denúncia criminal, na última terça-feira, mas somente divulgado ontem.
Poderão ser afastados a ex-coordenadora de fiscalização de trânsito Maria de Socorro dos Anjos Silva, o coordenador de fiscalização de comunicação visual, Maurício Teixeira dos Anjos, e o ex-coordenador administrativo Rogério Duque de Oliveira, caso o juiz da 2 Vara Criminal, Délcio Miranda da Rocha, acate o pedido do Ministério Público (MP).
Embora concursados para cargos de agente municipal, os três exerciam cargos de confiança e eram hierarquicamente superiores aos agentes que teriam pressionado. Os dois agentes estavam em estágio probatório e alegaram ter cancelado as multas por medo de perder o emprego.
''Estas três pessoas foram referidas por vários agentes de trânsito como autoras de pressão para o cancelamento de multas e o temor é que permanecendo no cargo possam reiterar esta conduta'', resumiu o promotor Cláudio Esteves.
Ontem, o prefeito Barbosa Neto (PDT) defendeu que existe transparência no sistema. ''A prova disso (transparência) é que o carro da prefeitua que o meu motorista dirige teve três ou quatro multas, e não houve cancelamento. Quer mais transparência que essa?'', afirmou. (Colaborou Edson Ferreira)

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