MP se manifesta sobre inquérito contra Beto
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terça-feira, 05 de abril de 2016
Loriane Comeli<br>Reportagem Local 
Em petição formulada ao juiz da 3ª Vara Criminal, o promotor Jorge Barreto do Costa, coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), afirma não se opor ao pedido de compartilhamento de provas dos processos relativos à Operação Publicano com o Ministério Público Federal (MPF), que apura eventuais crimes praticados durante a campanha de reeleição do governador Beto Richa (PSDB).
Barreto manifestou-se em razão de despacho do juiz Juliano Nanuncio, ao receber requerimento do juiz federal Marcio Flavio Mafra Leal, designado pelo ministro João Otávio de Noronha para conduzir o inquérito contra o tucano. Leal quer acesso às provas do processo, "tais como documentos protegidos por sigilo bancário e fiscal, resultado de quebras de sigilo de aparelhos de mídia, sistemas informáticos e comunicação telemática, interceptação ambiental e telefônica, bem como os respectivos laudos periciais produzidos que tenham relação com a presente ação penal, em especial, com os réus Luiz Abi Antoun e Márcio de Albuquerque Lima".
Com autorização do STJ, o MPF apura denúncias formuladas pelo auditor Luiz Antonio de Souza, principal delator do esquema, de que fiscais da Receita, atendendo supostos pedidos de Abi e de Lima, teriam arrecadado propina de empresários sonegadores e repassado à campanha de Beto, fato negado pelo governador e pelo seu partido.
Na manifestação, Barreto lembrou que o MP, ao oferecer a denúncia, havia requerido o compartilhamento de provas e que Nanuncio já havia deferido tal pedido.


