Maringá A Associação Paranaense do Ministério Público emitiu ontem nota oficial em solidariedade ao promotor José Aparecido da Cruz, da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Maringá. Cruz foi alvo de críticas do deputado federal Ricardo Barros (PPB), que o chamou de corrupto e de estar em conluio com o deputado federal Odílio Balbinotti (PSDB). A reação do deputado ocorreu depois que a promotoria ingressou com uma ação de improbidade administrativa por supostas irregularidades na gestão do então prefeito Ricardo Barros.
Segundo a nota, assinada pelo presidente da entidade, Cid Vasques, o promotor não deve se intimidar ''diante de ataques que desbordam para o campo rasteiro das ofensas pessoais, imprecações, aliás, desprovidas de qualquer fundamento e direcionadas exclusivamente no sentido da desqualificação de um trabalho voltado à construção da cidadania e, como tal, já reconhecido pela sociedade maringaense''. A nota da Associação do MP também repudia ''veementemente essas virulências; que se compreende, no entanto, como reação bem própria daqueles que não acreditam que o texto constitucional é para valer e que deve ser cumprido''.
Cruz é responsável por uma série de ações que envolvem também os ex-prefeitos Said Ferreira e Jairo Gianoto, além do ex-secretário municipal de Fazenda Luiz Antônio Paolicchi, preso desde dezembro de 2000. A administração de Barros era a única até agora que não figurava nas ações por improbidade administrativa. Paolicchi foi contador municipal na gestão de Barros. A ação do MP está baseada em uma auditoria do Tribunal de Contas que teria localizado irregularidades na ordem de R$ 8,7 milhões.

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