A CPI do Judiciário no Senado concluiu ontem a primeira fase das investigações sobre o desvio de parte dos R$ 263,9 milhões destinados à construção do Fórum trabalhista do Estado de São Paulo, com o depoimento do ex-presidente do TRT Rubens Tavares Aidar.
As apurações feitas até agora, de acordo com presidente da comissão, Ramez Tebet (PMDB-MS), serão encaminhadas ao Ministério Público (MP) de São Paulo e vão reforçar as suspeitas de que o ex-presidente do TRT Nicolau dos Santos Neto cometeu atos de improbidade administrativa lesivos ao Tesouro. ‘‘Ele era o dono da obra’’, argumentou.
O vice-presidente da CPI, Carlos Wilson (PSDB-PE), lembrou que Santos Neto, com renda declarada no Imposto de Renda de R$ 8 mil, movimentou US$ 30 milhões, de acordo com o que foi possível detectar pela quebra do sigilo bancário dele. Os depósitos foram feitos na conta dele no Banco Santander, numa agência instalada no paraíso fiscal das Ilhas Cayman. ‘‘Tudo o que estiver fechado pela CPI deve ir imediatamente ao Ministério Público’’, afirmou Wilson.

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