MP quer saber a origem do dinheiro
O juiz da 3ª Vara Criminal de Londrina, Juliano Nanuncio, deferiu pedido dos promotores que atuam no Gaeco para que o delegado titular do caso apure "a origem dos investimentos feitos na Providence, tanto para constituí-la quanto para equipá-la ou para manter a realização dos serviços de manutenção dos veículos do Estado (ao menos meio milhão de reais, pelo que se apurou até agora)".
O pedido do Ministério Público foi feito, na chamada cota ministerial, espécie de adendo da denúncia criminal já recebida por Nanuncio. Os promotores querem saber se os recursos empregados na abertura da oficina "são produto de crime anterior e, eventualmente, tais investimentos constituem lavagem de capital".
A pertinência do pedido, dizem os promotores, está nos indícios evidentes "de que todo o dinheiro utilizado para constituir, equipar e manter os serviços foram empregados por Abi e Tsuneda, todavia sem o devido registro formal". Os dois empresários, segundo o MP, "não possuem rendimentos oficiais capazes de dar suporte a tais despesas". (L.C.)





