Depois de recomendar que os veículos da Câmara de Vereadores de Ponta Grossa deixem de ser usados para ações assistencialistas, o promotor Mauro Rocha, da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, estabeleceu um prazo para que a Mesa Executiva regulamente o uso dos aparelhos celulares.
O promotor está propondo que os vereadores continuem usando os celulares, mas com uma cota fixa de gastos por mês. Os parlamentares continuariam a ter a taxa básica de manutenção do telefone paga pela Câmara e mais 100 minutos de ligação por mês. Com isso, a Câmara passaria a gastar cerca de R$ 75,00 com o celular de cada vereador, totalizando um gasto mensal de R$ 1,2 mil.
Hoje, não existem limites para o uso de celulares pelos vereadores, embora as contas sejam pagas pelo Legislativo - e, portanto, com recurso público. De fevereiro a junho deste ano, a Câmara gastou mais de R$ 12 mil com as contas, o que equivale a uma média de R$ 2,4 mil por mês.
Como o assunto vem gerando polêmica há vários meses no município, seis vereadores já abriram mão do benefício, mas outros 15 parlamentares continuam usando os celulares e alegam que a utilização faz parte do serviço de bem atender a comunidade que representam. O promotor, no entanto, entende que para prestar serviços à comunidade que o elegeu, o vereador já conta com a estrutura da Câmara, que oferece telefones fixos, a um custo bem inferior ao da manutenção dos telefones celulares.
A Mesa Executiva da Câmara deve apresentar uma resposta ao Ministério Público até a próxima terça-feira. Se a sugestão do promotor não for acatada e o Legislativo municipal não apresentar outra forma de regularização do uso dos telefones, o promotor diz que pretende resolver a questão judicialmente.

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