MP quer que prefeitura reavalie ação
CASO AMA-COMURB MP quer que prefeitura reavalie ação Promotoria encontra falhas em processo do município contra acusados de envolvimento em fraudes e desvios ArquivoJUSTIFICATIVASilva: Não respondo ao Ministério Público. Só ao juiz Lucilia Okamura e Patrícia Zanin De Londrina O Ministério Público (MP) está sugerindo à Prefeitura de Londrina que reexamine de forma global a ação civil pública proposta no mês passado contra 53 pessoas físicas e jurídicas acusadas de irregularidades principalmente junto à AMA e Comurb. Os desvios de verba nos dois órgãos teriam sido de R$ 16 milhões. A alegação do MP é de que, em muitos casos, faltam documentos que comprovem irregularidades contra os citados. Percebe-se nos autos um emaranhado de documentos, em alguns casos juntados desordenadamente, uns misturando-se aos outros (documentos da Comurb e da AMA), cópias de procedimentos licitatórios não referidos na inicial...documentos repetidos, além de fotocópias ilegíveis e colocadas de ponta cabeça, detalhou o promotor da 8ª Vara Cível, Antônio Winkert Souza, no parecer encaminhado ao juiz-substituto Ademir Ribeiro Richter no último dia 9. O parecer foi elaborado em função da análise do pedido da Procuradoria Geral do município de retirar da ação duas empresas Metrópole Propaganda S/C Ltda. e Cunha & Castro, ambas de Londrina. O promotor argumentou que a própria comissão de sindicância da prefeitura apontou irregularidades em notas de empenho e ordem de pagamento sem comprovação dos serviços da Metrópole. Por esse raciocínio, o pedido de desistência seria infundado, analisou. Em relação a Cunha & Castro, o promotor observou que a prefeitura não detalhou qual seria o motivo da inclusão da empresa na ação. Da forma como se apresenta, tenho que não há, a princípio, elementos objetivos que possam embasar o pedido inicial contra a empresa, diz outro trecho do documento. O parecer do promotor questiona ainda o fato de o município ter deixado fora da ação pessoas citadas pela comissão de sindicância. Uma delas é o ex-diretor da Autarquia Municipal do Ambiente, Júlio Bittencourt. Dos três ex-diretores, ele foi o único não acusado na ação civil pública. O parecer será analisado pelo juiz. O procurador geral do município, Osmar Vieira da Silva, disse ontem que, caso o reexame da ação seja determinado pela Justiça, pretende atender prontamente. Não respondo ao Ministério Público. Só ao juiz, afirmou. O procurador disse ter sido informado pela Folha sobre os questionamentos da Promotoria e afirmou que, se o MP acha que tem irregularidades, ele que faça um aditivo à ação. Mas a reportagem apurou que os autos foram retirados ontem à tarde do Fórum por representantes da prefeitura. Questionado sobre a liminar que torna indisponíveis os bens de todos os citados na ação, Silva disse ter ficado extremamente satisfeito, embora reconheça que os acusados podem recorrer a qualquer momento. Apesar de o juiz Ademir Ribeiro Richter ter despachado a matéria no dia 21 do mês passado, as empresas e pessoas físicas ainda não foram citadas. Não há prazo para cumprir as citações. Pelo menos uma das empresas com os bens agora indisponíveis, a Veneto, é inexistente. Se houver prova de que laranjas foram usados é preciso encontrar quem está por trás, defendeu o procurador.





