MP quer pena maior para Paolicchi
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2002
Marta Medeiros 
Maringá - O Ministério Público Federal (MPF) pode apelar para uma pena maior na sentença que condenou a 9 anos e 15 dias de prisão, o ex-secretário de Fazenda de Maringá, Luiz Antônio Paolicchi. Segundo o procurador da República, Natalício Claro da Silva, o MPF tem cinco dias a partir da data de intimação para recorrer da sentença.
Conforme o procurador, só a partir da análise da sentença será possível determinar em quais pontos e aspectos o MPF vai recorrer das condenações. O recurso de apelação será feito no Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, em Porto Alegre (RS). Na análise dos recursos, tanto dos advogados de defesa quanto do MPF, os desembargadores federais podem rever por completo a sentença dada na última segunda-feira pelo juiz Alexei Alves Ribeiro.
O objetivo da defesa do ex-secretário é tentar derrubar os crimes de lavagem de dinheiro e de sonegação fiscal. Paolicchi também foi condenado por peculato (uso indevido de dinheiro público).
Entre 1999 e 2000, o ex-secretário comandou um esquema que desviou R$ 3,1 milhões da Prefeitura de Maringá. Nos demais processos que correm contra Paolicchi, na Justiça Federal e na Estadual, os desvios podem atingir R$ 100 milhões.
A Justiça também condenou pelos crimes de peculato, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro, a ex-tesoureira da prefeitura Rosimeire Castelhano Barbosa e o ex-diretor de Fazenda Jorge Aparecido Sossai, a três anos e 11 meses. O ex-funcionário de Paolicchi, o advogado Valdemir Ronaldo Correa, foi condenado a dois anos por lavagem de dinheiro.
O ex-secretário está preso há um ano e um mês no Batalhão da Polícia Militar de Maringá. Em grande parte dos processos envolvendo Paolicchi, também é responsabilizado o ex-prefeito de Maringá, Jairo Gianoto, além de ex-secretários municipais.
Para tentar reaver o dinheiro desviado da prefeitura, o Ministério Público Estadual entrou com ações na área cível. Por causa dos processos, os bens localizados em nome do ex-secretário foram indisponibilizados. Entre os bens, imóves em diversas cidades, cinco veículos, quotas de uma mineradora, dez fazendas e uma aeronave avaliada em R$ 5 milhões.


