MP quer normalizar atendimento na saúde
O promotor de Defesa da Saúde Pública, Paulo Tavares, encaminhou ontem ao secretário de Saúde, Sílvio Fernandes, um ofício solicitando informações sobre o atendimento à população nas 53 Unidades de Saúde Básica (UBSs) do município. No dia 17, Tavares encaminhou à administração e ao Sindicato dos Servidores Municipais (Sindserv), recomendações administrativas solicitando a normalização do atendimento nos postos mesmo com a greve dos servidores municipais.
''Tenho recebido informações de que os servidores estão voltando ao trabalho. Liguei agora para o secretário de Saúde e ele me disse que das 53 unidades de saúde, 37 estão funcionando parcialmente e que mais servidores devem voltar. Quero receber até amanhã (hoje) a posição oficial da secretaria e de outras fontes para saber se as coisas estão melhorando ou se normalizando. Se tiver informações neste sentido não lanço mão de alguma ação, caso contrário, vou ajuizar'', disse o promotor.
O presidente do Sindserv, Marcelo Urbaneja, afirmou ontem que os servidores da saúde devem continuar paralisados. ''Com relação à saúde continuaremos paralisados e iremos discutir a questão com a promotoria pública. Iremos solicitar à promotoria que respeite o direito sagrado, fundamental que é o direito a paralisação e que a administração municipal volte a negociar com o sindicato, que se sente à mesa o chefe do Executivo, o senhor prefeito Nedson Micheleti, e coloque um fim à essa paralisação'', afirmou.
Segundo a secretária de Educação, Carmem Sposti, a paralisação nas 81 escolas municipais e 12 centros de educação infantil registrado ontem, atingiu 46,3%. ''Do dia 18 para cá, o retorno (dos professores ao trabalho), está aumentando. A gente pensa que alguns professores vão estar voltando (hoje)'', avaliou. De acordo com Carmem, 21 escolas funcionaram totalmente e outras 16 parcialmente. As doze creches municipais estão trabalhando normalmente.
Na avaliação do diretor do Caic da Zona Sul, Amauri Pereira Cardoso, apesar de vários diretores de escolas terem votado pelo retorno ao trabalho, cerca de 45 a 50 escolas deverão permanecer fechadas. ''A avaliação que estamos fazendo é que amanhã (hoje) vamos ter em torno de 45 a 50 escolas paradas, umas 15 parciais e o restante volta ao trabalho. Diminui o número de escolas paradas mas ainda tem um número considerável'', disse. Os diretores de escolas voltam a se reunir hoje às 9h30, em frente à prefeitura, para verificar a adesão à paralisação.
A reportagem tentou entrar em contato com a promotora da Vara da Infância e Juventude, Édina Maria de Paula, que solicitou a normalização no atendimento à criança e ao adolescente nas áreas da educação, saúde e ação social, mas ela não foi localizada. (C.O.)





