MP quer normalizar atendimento na educação
A promotora da Vara da Infância e Juventude, Édina Maria de Paula, deverá encaminhar hoje à Prefeitura de Londrina e à direção do Sindicato dos Servidores Municipais (Sindserv), recomendações administrativas solicitando a normalização do atendimento à população nas áreas da educação e assistência social à criança.
''Primeiro vou encaminhar a recomendação, mas por outro lado a administração pública tem o dever de entrar com as ações judiciais. Hoje o que foi dito é que a prefeitura estaria com uma ação pronta de interdito proibitório, que é a obrigação de garantir a entrada dos funcionários no prédio, mas que não entrariam (com a ação) para evitar desgaste político'', relatou Édina. O secretário de Gestão Pública, Jacks Dias, negou que a administração vá entrar com uma ação contra a greve.
Ontem pela manhã, um grupo de servidores não teria conseguido entrar no prédio da prefeitura. ''Um grupo de servidores, cerca de 200, tentou entrar no prédio e o presidente do sindicato garantiu que nossa solicitação seria colocada em assembléia. A assembléia não foi realizada e a nossa solicitação não foi apresentada à categoria. Aderi ao movimento por estar sendo obrigado na verdade. Não concordo com algumas situações que estão sendo encaminhadas, principalmente a de não permitir que as pessoas que queiram trabalhar, trabalhem'', disse o diretor de Gestão de Bens Públicos, Vagner Trindade.
Trindade, que foi secretário-geral da gestão anterior do sindicato, então presidido por Marlene Valadão Godoi, teria sido ameaçado ao tentar voltar ao trabalho. ''Houve uma ameaça por parte de pessoas desconhecidas da categoria que estavam próximas a diretores do sindicato. Eles chegaram do meu lado e disseram que era para eu ficar frio senão era perigoso eu morrer. No instante que isso aconteceu, questionei o presidente do sindicato, apontei as pessoas e ele disse desconhecer'', relatou. Trindade registrou um boletim de ocorrência no 4º Distrito Policial.
''Um grupo esteve lá em peso e causou um certo acirramento dos ânimos. Apenas conversamos com as pessoas que queriam voltar a trabalhar, mas desconheço que seja esse número de pessoas (200). O pessoal que quiser se pronunciar sobre a greve pode mas tem que se identificar'', explicou o presidente do Sindserv, Marcelo Urbaneja.
Urbaneja disse ainda não conhecer a pessoa que Trindade apontou como autor da ameaça. ''Disse à ele (Trindade) que não conhecia a pessoa que ele estava falando e falei para ir para a delegacia de polícia registrar uma queixa.'' Segundo Urbaneja, os próprios servidores não permitem a entrada no prédio da prefeitura.
Tanto o secretário como o sindicalista preferiram se manifestar sobre a recomendação da promotora somente após receberem o documento.
O promotor de Defesa da Saúde Pública, Paulo Tavares, ainda aguarda respostas às recomendações administrativas encaminhadas dia 17 para a administração municipal e para o sindicato. O documento determinada a normalização do atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município.





