MP quer normalizar atendimento à saúde
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quarta-feira, 16 de março de 2005
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
O promotor de Defesa da Saúde Pública, Paulo Tavares, deve encaminhar hoje à diretoria do Sindicato dos Servidores Municipais de Londrina (Sindserv) e ao prefeito Nedson Micheleti (PT), ofícios recomendando que o atendimento nas unidades de saúde municipais seja normalizado. Desde o dia 7, quando se iniciou a paralisação dos servidores em reivindicação a reposição salarial de 21%, somente cinco unidades de saúde consideradas essenciais estão atendendo urgências. Os demais postos estão funcionando parcialmente.
''Vou entregar amanhã (hoje) uma recomendação administrativa considerando os hospitais superlotados, a precariedade no atendimento e a falta de atendimento nas unidades básicas de saúde. O Ministério Público (MP) não vai se contentar com o atendimento somente de casos de urgência. Nestes dez dias nos contentamos com os casos de urgência, agora sem uma perspectiva técnica de grandes mudanças, não podemos esperar. O que não é urgência hoje, amanhã é urgência. Os problemas estão se agravando. Tenho que garantir o direito à saúde'', justificou o promotor. ''Solicitamos ao prefeito e ao sindicato que adotem todas as providências no sentido de garantir a normalização no atendimento de saúde municipal, e peço que me informem por escrito de todas as medidas tomadas. Se eu não receber, vou ter que adotar medidas, como uma ação civil pública de obrigação de fazer'', concluiu.
O secretário Municipal de Saúde, Sílvio Fernandes, disse que irá verificar as medidas que poderão ser tomadas para normalizar o atendimento nas unidades de saúde. ''A greve se prolongou e evidentemente que alguns procedimentos de saúde precisam começar a ser feitos como a vacinação. Falei com ele (promotor) há pouco e evidentemente que a gente concorda com o posicionamento do MP. A procuradoria jurídica do município vai nos orientar para ver que medida podemos tomar para poder reabrir os postos'', disse Fernandes.
Já o presidente do Sindserv, Marcelo Urbaneja, preferiu se manifestar sobre a decisão do MP somente após receber a recomendação. ''Eu não recebi o ofício. Só vou me pronunciar depois que tiver acesso ao ofício. O promotor tem a posição de defender o interesse público e nós temos a posição de defender o servidor público se essas posições entrarem em conflito, vamos defender o servidor'', afirmou.


