MP quer interditar aterro que recebe lixo hospitalar
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Rosiane Correia de Freitas<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O Ministério Público do Estado (MP) denunciou à Justiça a situação do aterro sanitário de Tomazina (101 km ao sul de Jacarezinho), que está recendo resíduos hospitalares de 62 municípios da região. A Promotoria de Justiça da cidade pede, em ação civil pública com pedido de liminar apresentada esta semana, que o local seja interditado. O MP também quer que as licenças ambientais concedidas ao empreendimento pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) sejam anuladas.
A denúncia tem como alvo o IAP e a empresa Medic Tec Ambiental, que administra o local. O Instituto informou que não irá comentar a denúncia porque ainda não foi notificado da ação. Os representates da Medic Tec não foram localizados para comentar o caso.
Uma perícia técnica realizada no aterro a pedido do promotor Anderson Osório Resende, responsável pela denúncia, constatou inúmeras irregularidades na operação do aterro. O laudo, emitido pelo Instituto de Criminalística do Paraná, aponta problemas na disposição final dos resíduos e no monitoramento ambiental.
Resende alega que o aterro não teria condições de receber lixo hospitalar e é inadequado para a disposição de resíduos por estar localizada em fundo de vale, próximo a uma área de proteção permanente. ''O IAP não poderia ter permitido a instalação do aterro neste local. O correto seria realocar'', defende.


