Enquanto Estevão responde ao inquérito da PF, o Ministério Público Federal (MPF) começou uma guerra para tentar evitar que o suplente dele, Valmir Amaral (PMDB-DF), assuma a vaga no Senado. Na sexta-feira, o procurador Marcelo Ceará Serra Azul entrou com uma ação contra Amaral por desacato a funcionários do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER).
No MP, há outros processos engatilhados contra o suplente de senador, alguns sobre denúncias de favorecimento à empresa de ônibus dele pelo governo do Distrito Federal, do governador Joaquim Roriz (PMDB).
Amaral não tem falado à imprensa. Sobre a ação que está desde ontem nas mãos do juiz Eduardo Moraes da Rocha, da 12ª Vara Federal, a assessoria de Amaral informou que prescreveu e o acordo feito em outubro de 1998 ‘‘está em pleno vigor porque, senão, o juiz teria revogado há mais tempo o processo’’. A denúncia é que Amaral teria ofendido funcionários do DNER quando foi ao órgão, em 1996, para reclamar da apreensão de ônibus da empresa.
O suplente do senador e quatro parentes e sócios estão sendo investigados pelo Ministério Público por formação de quadrilha e falsidade ideológica. O empresário é acusado de contrair empréstimos públicos irregulares e fazer circular ônibus ‘‘piratas’’. A investigação do MPF foi iniciada quando o deputado federal Pedro Celso (PT-DF) interpôs no órgão uma representação contra Amaral e os parentes e sócios.

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