O Ministério Público (MP) vai pedir a indisponibilidade dos bens dos envolvidos na denúncia de desvio de verbas da Companhia de Habitação de Cascavel (Cohavel), além do afastamento temporário das funções públicas do ex-presidente da companhia Oracildes Tavares.

O pedido, que será feito pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, terá como base as denúncias de irregularidades nas contas da Cohavel durante a gestão do ex-prefeito Fidelcino Tolentino (PMDB). Oracildes é apontado como um dos responsáveis pelo desvio de R$ 1,7 milhão da empresa pública.

O Ministério Público quer a indisponibilidade de bens como forma de buscar recuperar os recursos que teriam sido desviados dos cofres municipais. Quanto ao afastamento de Tavares (suplente de vereador), a promotoria observa que ''Oracildes, em toda a função pública exercida, representa risco ao patrimônio público, tendo em vista a forma de gestão caracterizadora''.

Entre as irregularidades encontradas pelo Ministério Público estão destruição de provas no final da gestão, erro nos lançamentos contábeis, desvio de verbas, emissão de cheques para negócios não realizados e pagamento de despesas de terceiros.

Tavares se defendeu dizendo que aconteceram erros nos cálculos da auditoria contratada pelo ex-prefeito Salazar Barreiros (PPB) que sucedeu Tolentino. O ex-presidente da Cohavel garantiu ainda que não vai se eximir da responsabilidade. ''Só fiquei à frente da Cohavel em 1996, no período de janeiro a março. Depois, me licenciei para disputar as eleições'', relatou Tavares, que é o atual presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Construção Civil. ''Vou comprovar com documentos a minha inocência. Não tenho medo da Justiça e tenho certeza que esta será feita'', completou.

Além da auditoria contratada por Barreiros, o Tribunal de Contas do Estado (TC) também desaprovou as contas da Cohavel no ano de 1996.

mockup