MP quer auxiliar nas investigações
MP quer auxiliar nas investigações
Arquivo FolhaGiacóia: Queremos ajudarO presidente do Conselho Nacional dos Procuradores Gerais de Justiça do Brasil e procurador-geral de Justiça do Paraná, Gilberto Giacóia, disse ontem em Curitiba que vai baixar na semana que vem decreto criando uma comissão especial no Ministério Público, para auxiliar as investigações da CPI do Narcotráfico no Paraná. A comissão será formada por promotores e procuradores do Estado.
Estamos muito preocupados com a organização criminosa revelada por essa CPI e queremos ajudar nesse processo. Não sabemos até aonde o Paraná está envolvido e nem se o possível envolvimento na rota do tráfico é profundo ou não, observou o procurador. Giacóia passa o feriado da Proclamação da República sondando nomes e debruçado no projeto criando a comissão.
Hoje, o Ministério Público estadual não tem uma ação concentrada no combate ao crime organizado. A convocação do delegado Adauto de Oliveira (leia acima) para depor na CPI do Narcotráfico em Brasília, é um motivo de apreensão. Precisamos de uma demonstração inequívoca de que o Estado faz parte da rota das drogas, reforçou Giacóia.
O procurador acha que uma ação integrada do Ministério Público pode ajudar a desvendar muitos casos, ainda pendentes. Existem hoje no Paraná inúmeros processos movidos contra traficantes de drogas. Em boa parte deles, as denúncias partem de promotores de Justiça. A comissão especial de promotores e procuradores, articulada por Giacóia, teria função, entre outras, de canalizar informações que podem ajudar à CPI.
Padre Roque elogiou a iniciativa do Ministério Público do Paraná, anunciada ontem. Deputado-membro da CPI, Roque contou que o Ministério Público Federal também está auxiliando nas investigações. O deputado conversou quase uma hora ontem à tarde, em Curitiba, com Mario Gisi, procurador-chefe da Procuradoria da República no Paraná. Vamos trocar muitas figurinhas ainda, disse Padre Roque.
O deputado disse que existem inúmeros processos sob a investigação do Ministério Público Federal. Mas vamos com muita calma, para não machucar ninguém. O nosso interesse é livrar a sociedade dessa praga que é o narcotráfico, assinalou. Para Padre Roque, as informações apuradas pelos procuradores da República podem ser fundamentais para se estabelecer ligações entre o crime organizado e pessoas no Estado.(L.D.)





