MP protocola nova ação contra ex-prefeito de Ponta Grossa
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quarta-feira, 07 de dezembro de 2005
Maria Duarte<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A Promotoria de Justiça de Proteção ao Patrimônio Público de Ponta Grossa protocolou ontem uma ação civil pública contra o ex-prefeito de Ponta Grossa e atual deputado estadual, Jocelito Canto (PTB), e outras 140 pessoas, por improbidade administrativa.
De acordo com o Ministério Público, o ex-prefeito (gestão 1997-2000) e os demais citados todos servidores e ex-servidores municipais , teriam participado de um esquema de distribuição irregular de horas extras da prefeitura. Esses pagamentos teriam causado um prejuízo de R$ 353.514,07 aos cofres municipais, em valores atualizados.
A ação foi assinada pela promotora de Justiça Marilú Schnaider Paraná de Sousa. É mais uma denúncia contra o petebista, além de outros cerca de 20 processos que tramitam contra o ex-prefeito de Ponta Grossa. O pagamento considerado irregular pelo MP se refere ao período de janeiro a julho de 1997.
Procurado ontem à tarde pela Folha, por telefone, o deputado disse que desconhece o teor dessa ação. ''Não faria o que não fosse legal. Se foi liberada hora extra, é porque foi legal'', defendeu-se.
Na semana passada, a Promotoria já havia ajuizado ação civil pública por improbidade administrativa contra Jocelito Canto. De acordo com o MP, ele teria concedido irregularmente um título de utilidade pública.
Segundo o Ministério Público, o instituto teria sido criado em abril de 1999 e em outubro do mesmo ano teve concedido o título de utilidade pública, a pedido da Câmara Municipal e com o aval do então prefeito, ''em total desconformidade com as Leis nº 3.136/79 e 6.826/01, especialmente ao que se refere ao art. 1º, quais sejam, estar constituído devidamente há mais de dois anos, em efetivo exercício de suas atividades, servindo desinteressadamente à coletividade''.


