MP pede proteção ininterrupta à Polícia
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quarta-feira, 03 de janeiro de 2001
Valmir Denardin De Curitiba 
O Ministério Público (MP) estadual cobrou ontem do governo segurança policial ininterrupta nos prédios das Promotorias de Investigações Criminais (PICs) de Curitiba, Londrina e Maringá. A medida foi considerada necessária depois que um incêndio criminoso, na sexta-feira, destruiu documentos e provas de processos contra o crime organizado na PIC de Curitiba.
Nessas três cidades, temos investigações de muita repercussão e visibilidade, que envolvem policiais, políticos e empresários, justificou o procurador-geral de Justiça, Marco Antônio Teixeira, chefe do MP no Estado. Em Curitiba, as investigações da PIC estão concentradas no envolvimento de policiais, políticos e grandes empresários com quadrilhas de tráfico de drogas e desmanche de carros roubados. Em Londrina e Maringá, as investigações giram em torno do desvio de dinheiro público nas prefeituras.
Além da segurança em suas sedes, o MP pediu também a destinação de um novo prédio para a PIC em Curitiba, o investimento em equipamentos para o órgão e para os policiais que dão segurança a promotores em diligências. O MP necessita, por exemplo, de computadores destruídos no incêndio e de comunicação, inclusive para a gravação legal de conversas telefônicas.
Além disso, os cerca de dez PMs que protegem os promotores nas diligências em Curitiba trabalham com armas defasadas e veículos e equipamentos de comunicação obsoletos. Eles lidam com o que há de pior na área criminal, justificou Teixeira.
A lista de reivindicações foi apresentada por Teixeira e o coordenador da PIC, promotor Dartagnan Abilhôa, aos secretários José Tavares (Segurança), Pretextato Taborda (Justiça) e Alceni Guerra (Casa Civil). Alceni disse que os pedidos seriam levados ao governador Jaime Lerner (PFL) ainda ontem. Até as 18 horas, a assessoria do Palácio Iguaçu não tinha a resposta do governador.
Desde o atentado, a PIC de Curitiba está provisoriamente instalada em um prédio do MP, na área central, vigiada por PMs. Segundo Teixeira, a estrutura é pequena e inadequada.


