MP pede liminar para afastar Pitta
Agência Estado
De São Paulo
A Promotoria de Justiça da Cidadania do Ministério Público Estadual (MPE) denunciou, na tarde de ontem, o prefeito de São Paulo, Celso Pitta (PTN), por ato de improbidade administrativa.
A denúncia refere-se ao suposto empréstimo de R$ 800 mil concedido pelo empresário Jorge Yunes. Na ação, os promotores pedem liminar para o afastamento imediato do prefeito do cargo.
A ação foi ajuizada na 13 ª Vara da Fazenda Pública e o pedido de afastamento será decidido pelo juiz auxiliar Olavo Sá Pereira da Silva. Se o juiz conceder o afastamento, Pitta pode recorrer da decisão. Mesmo afastado, Pitta continuará recebendo o salário (de R$ 6 mil).
Os promotores pedem que Pitta devolva os R$ 800 mil aos cofres públicos, perca a função pública, tenha suspenso os direitos políticos de oito a dez anos, pague multa civil de até três vezes o valor do acréscimo patrimonial dele e seja proibido de fazer contratos e concorrências.
A ação envolve Yunes. Os promotores entendem que o empresário foi beneficiado por Pitta em projeto de alteração de zoneamento e na contratação de familiares pela Anhembi Turismo e Eventos. Para os promotores, os R$ 800 mil seriam apenas o pagamento ou um presente de Yunes para Pitta.
Yunes disse que declara no Imposto de Renda (IR) os empréstimos ao prefeito, que são entregues em dinheiro.
Integrantes da seção São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgaram hoje que pretendem agregar o depoimento do filho de Celso Pitta (PTN), Victor Camargo Pitta do Nascimento, à carta-denúncia que a entidade vai encaminhar na terça-feira à Câmara Municipal. A denúncia vai acusar o prefeito de estar envolvido com irregularidades em vários setores da administração. Victor confirmou ao Ministério Público Estadual a maioria das acusações feitas por sua mãe, Nicéa, há uma semana, no mesmo órgão.





