A Promotoria de Defesa do Patrimônio Público em Maringá pediu à Polícia Civil a abertura de inquérito para apurar a denúncia de peculato (delito praticado por funcionário público usando o poder do cargo) contra o presidente da Câmara, João Alves Corrêa (PMDB), presidente da Câmara.
O promotor José Aparecido Cruz recebeu denúncia de comerciantes de que a Câmara não vinha pagando fornecedores conveniados, apesar do desconto nos salários dos servidores. Os funcionários do Legislativo comprovaram, com requisições, que tiveram o valor descontado em folha.
Os servidores não querem falar sobre o assunto, mas confirmam que perderam o crédito através do convênio em alguns estabelecimentos comerciais de Maringá, por falta de pagamento. A promotoria identificou dívidas com mais de um ano e superiores a R$ 15 mil. ‘‘Não fui chamado à delegacia, mas a informação não procede’’, disse o vereador à Folha.
O presidente da Câmara explicou que o valor da folha de pagamento é repassado líquido à Câmara, e vai direto aos funcionários. Os valores de fornecedores, ‘‘principalmente dos convênios’’, são pagos conforme novos repasses do Executivo, explicou o vereador. Corrêa garante que não existe dívida tão antiga que justifique o corte do crédito. ‘‘No máximo em 60 dias os fornecedores do convênio são pagos’’, garante.
Apesar dos argumentos, informações obtidas pela promotoria indicam que houve dívidas com fornecedores superiores a um ano. O inquérito deve ser concluído em 30 dias. Além do presidente do Legislativo, servidores da Câmara também deverão ser chamados para prestar declarações à Polícia.

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