Curitiba - Uma ação civil pública encaminhada pelo Ministério Público (MP) estadual à Justiça em Guarapuava (região Central) tem como objetivo exonerar 12 assessores especiais da Câmara Municipal, devolver o dinheiro dos salários deles aos cofres públicos e ainda condenar o presidente da Casa, vereador Admir Strechar (PMDB), por improbidade administrativa. O promotor responsável pela ação, Pedro Ivo de Andrade, sustenta que a Câmara deveria reduzir suas despesas e não aumentá-las.
Os cargos de assessor especial - em comissão, portanto sem concurso público - foram criados em 2005, mas por conta de uma investida do MP acabaram exonerados, pouco depois. Mas, segundo Andrade, em janeiro e fevereiro deste ano as vagas foram novamente preenchidas pelo atual presidente da Câmara.
O promotor lembra que o número de vereadores em Guarapuava foi reduzido de 21 para 12. ''Não faz sentido aumentar o número de assessores'', frisa.
De acordo com o promotor, os salários desses assessores chegam a R$ 4,7 mil, equivalente ao salário dos vereadores da cidade. A ação, com pedido de liminar, aguarda decisão na 1 Vara Cível. Andrade acredita que a Justiça deve se pronunciar na semana que vem.
A Folha telefonou ontem à tarde para o gabinete da presidência da Câmara, para ouvir Strechar sobre o caso. A reportagem foi informada que ele estava em reunião e o vereador não deu retorno sobre o pedido de entrevista.
No ano passado, a Câmara de Vereadores de Guarapuava foi pivô de outra polêmica envolvendo cargos em comissão. Em junho de 2006, o Legislativo local aprovou uma proposta reservando 30% dos cargos de confiança para parentes dos vereadores e 5% para a família do prefeito, vice-prefeito e secretários.

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