Curitiba - O Ministério Público (MP) do Paraná protocolou no início da semana uma ação civil pública por prática de improbidade administrativa contra seis políticos e dois servidores da Câmara de Terra Rica (57 km a noroeste de Paranavaí) que teriam gasto dinheiro público em viagens não comprovadas. O valor chegaria a R$ 37 mil. Entre os apontados pelo MP estão o atual prefeito e ex-vereador, Devalmir Molina Gonçalves; os vereadores Márcio Galdino da Silva, Waldemar Peres Rodrigues e Inácio Germano Neto; os ex-vereadores Élio Real e Sebastião de Lúcio Milani; o procurador jurídico da Câmara, Carlos Antônio Machado, e o funcionário da Câmara Luiz Carlos Crepaldi.
O MP sustenta que, entre 2005 e junho de 2009, eles teriam recebido dinheiro público para pagamento de despesas de viagens a Curitiba e a Foz do Iguaçu que ''não existiram''.
Na ação consta, por exemplo, que o vereador Inácio Germano Neto autorizou um pagamento, para ele mesmo, de três diárias, para viagem a Curitiba no dia 31 de dezembro de 2007. No mesmo mês, ele já teria recebido dinheiro de outras 9 diárias. ''Os documentos apresentados pelo vereador não demonstram, primeiro, se ele realmente viajou, e, segundo, qual assunto de interesse público seria tão importante que precisou ser resolvido em pleno Ano Novo'', comentou o promotor de Justiça Lucas Junqueira Bruzardelli Macedo. A Reportagem não conseguiu contato com os políticos, ontem.
O Ministério Público pediu, liminarmente, que as contas bancárias e os bens dos políticos sejam bloqueados a fim de garantir a devolução dos recursos ao erário, em caso de condenação.

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