Ontem à tarde, após a operação na CMTU, o promotor Renato de Lima Castro expediu recomendação administrativa ao presidente da CMTU para destituir da comissão de sindicância a advogada Francismara Tumiate e requisitou, sob pena de desobediência, a abertura de procedimento administrativo para apurar eventual falta funcional da servidora. A suspeita é que ela tenha violado o princípio da impessoalidade e de lealdade ao órgão público a que trabalha, sendo sujeita a ação de improbidade administrativa.
O promotor relatou que enquanto o colega Cláudio Esteves conversava informalmente com Rogério Duque, na presença de policiais e de outros servidores da CMTU, a advogada interrompeu a conversa orientando Rogério Duque a manter o silêncio, ''no sentido de que se recusasse a prestar quaisquer esclarecimentos ao Ministério Público''. Para Castro, o comportamento da servidora é incompatível com a função pública. ''Ela demonstrou inequivocadamente que é suspeita para a investigação visto que estava defendendo interesses pessoais frente aos interesses da administração pública, principalmente quando faz parte da comissão que foi criada para investigar as denúncias'', declarou.
Diante da postura ''bastante sintomática'' da servidora, o promotor rechaçou qualquer investigação conjunta com a CMTU, conforme sugeriu Nadai. ''O Ministério Público conduzirá uma investigação apartada e independente.'' A CMTU tem prazo de 10 dias para responder a recomendação do MP. (L.C.)

mockup