Curitiba - A força-tarefa do Ministério Público (MP) federal que investiga a remessa de dinheiro ilegal para o exterior através de contas CC5 pediu ontem o bloqueio de US$ 5,8 milhões enviados ilegalmente ao exterior. As diligências fazem parte da operação ''Zero Absoluto'', que busca congelar a movimentação do dinheiro brasileiro depositado ilegalmente em contas dos Estados Unidos.
Até agora, o MP conseguiu, através de convênios entre a Justiça americana e a brasileira bloquear, a movimentação de US$ 11,5 milhões, depositados nos Estados Unidos, e aguarda a decisão para mais um pedido de bloqueio de US$ 2,86 milhões.
Sediada em Curitiba, a força-tarefa investiga principalmente o dinheiro remetido por casas de câmbio e agência de turismo. É o caso dos US$ 5,8 milhões que sofreram o pedido de bloqueio ontem. No total, 52 pessoas que operavam com contas CC-5 em São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará foram denunciadas por crimes contra o sistema financeiro.
O MP apurou que o dinheiro foi remetido para o Merchants Bank em Nova York através de 22 contas, com nomes pitorescos como ''Jaguara'', ''Beira-Mar'', ''Magnunn'', ''Beverly Hills'' e ''Surprise''. A maior movimentação aconteceu na conta ''Parned'', operada por Ernesto Albuquerque D'Andrea e Ernesto Vitorino Rosário D'Andrea, de Santo André (SP). A conta ''Allmer'', dos cariocas Gustavo Puga e Piedade Almeida também movimentou quantias vultosas: US$ 460 mil, de acordo com a força-tarefa.
Balanço O Conselho da Justiça Federal divulgou ontem o primeiro levantamento dos inquéritos e sentenças sobre lavagem de dinheiro no país. Este ano, em todo país, 652 pessoas estão sendo processadas por lavagem de dinheiro e 90 delas já foram condenadas. Foram analisados 50 mil processos dos quais foram selecionados 10%. Os dados indicam que o estado de São Paulo tem a maior quantidade de processos, seguido de Rio de Janeiro e Paraná.
Os dados foram divulgados durante o 3º Encontro da Estratégia Nacional de Combate à Lavagem de Dinheiro. Os números também indicam o crescimento, nos últimos três anos, de inquéritos e condenação de réus. (Com Agência Brasil)

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