Maceió - O Ministério Público de Alagoas ingressou ontem com uma ação na Justiça Estadual pedindo o afastamento dos deputados da Mesa Diretora da Assembléia Legislativa, acusados de corrupção e formação de quadrilha. A mesa é composta por cinco deputados que foram indiciados pela Polícia Federal durante a Operação Taturana, cujo inquérito, sob a presidência do delegado Janderlyer Gomes, ainda está em andamento. Os parlamentares são acusados de envolvimento no desvio de R$ 200 milhões da AL.
O MP entrou com uma ação cautelar preparatória de ação civil de responsabilidade por atos de improbidade administrativa contra os deputados Antônio Albuquerque (DEM), presidente da Assembléia e apontado como o líder do grupo; Cícero Amélio (PMN), Manoel Gomes de Barros Filho (PMN), o ''Nelito'', filho do ex-governador Manoel Gomes de Barrros; Edval Gaia Filho (PSDB); Maurício Tavares (PTB); Dudu Albuquerque (PSB); Antônio Hollanda Júnior (PTdoB) - cujo mandato foi cassado recentemente pelo TRE de Alagoas por compra de votos -; Isnaldo Bulhões Júnior (PMN), filho do presidente do Tribunal de Contas; Cícero Ferro (PMN), acusado de ter pago R$ 20 mil para matar o vereador Fernando Aldo, em outubro do ano passado, no município de Mata Grande, sertão de Alagoas; e Arthur Lira (PMN). Eles negam participação no golpe.

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