Rio de Janeiro O Ministério Público Estadual (MPE) do Espírito Santo entrou ontem com uma ação no Tribunal de Justiça pedindo o afastamento de mais dois deputados estaduais que seriam ligados ao ex-presidente da Assembléia Legislativa José Carlos Gratz, acusado de ligação com o crime organizado. Assim como os outros cinco deputados afastados na semana passada, Fátima Couzi (PPB) e Luiz Carlos Moreira (PMDB) também são acusados de terem recebido R$ 30 mil cada para garantir o sucesso da reeleição de Gratz para a presidência da Assembléia Legislativa, em 2000.
Os promotores também querem anular a sessão da última segunda-feira da Assembléia, quando foi eleito presidente o deputado Geovani Silva (PTB). O MPE recorreu ao Tribunal de Justiça porque considera que a votação não teve validade, já que os cinco deputados afastados Sérgio Borges, José Tasso, Gilson Amaro, Marcos Gazzani e Gilson Gomes votaram irregularmente. Com isso, Geovani Silva (ex-jogador do Vasco) venceu o deputado petista Cláudio Vereza, candidato do governador Paulo Hartung, por 19 votos a 11. O desembargador do TJ Amim Abiguenem recebeu o pedido ontem à tarde.
Se mais dois deputados forem afastados, a oposição ao governador na Assembléia capixaba fica prejudicada. Dos 30 deputados capixabas, Hartung tem 11 aliados. A votação de segunda-feira também levou o PT a romper com o PL estadual partidos aliados nacionalmente. A decisão foi motivada porque dois deputados do PL votaram em Geovani Silva, em vez de apoiar o candidato do PT.

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