MP ouve Banestado sobre contas fantasmas
O gerente da agência centro do Banestado de Londrina, Wilson Maeda, prestou depoimento ontem à tarde na Promotoria de Investigações Criminais (PIC). Ele foi ouvido durante 90 minutos pelos promotores Cláudio Esteves e Bruno Galatti para falar sobre as 30 contas fantasmas abertas nas agências de Londrina.
O Ministério Público (MP) começou a investigar o caso das contas fantasmas, abertas entre 1998 e 1999, porque uma delas serviu para lavar parte do dinheiro desviado da Prefeitura de Londrina em licitações fraudulentas. Há a suspeita de que algumas das contas podem ter sido usadas para lavar dinheiro do contrabando e do narcotráfico. O movimento diário nessas contas chegou a US$ 450 mil. A Polícia Federal (PF) também está investigando o caso, que pode envolver um conhecido doleiro da cidade.
Após prestar depoimento, Maeda deixou rapidamente o prédio da PIC e evitou falar com os jornalistas. Foi só uma visita de cortesia, afirmou, negando que tivesse ido prestar depoimento. Esta não foi a primeira vez que Maeda foi convocado pelo MP. O promotor Cláudio Esteves evitou dar informações sobre o depoimento do gerente do Banestado. Disse apenas que as investigações estão avançando. Espero que possam ser concluídas em breve, relatou.
O MP está retomando também as investigações sobre o uso de dinheiro público para viagem de particulares ao exterior. Hoje, os promotores devem ouvir uma pessoa que falará sobre uma viagem para o Japão, em 1998, patrocinada pela prefeitura de Londrina. No grupo que foi para o Japão estão desembargadores do Tribunal de Justiça (TJ). (L.O.)





