O promotor de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Ponta Grossa, Mauro Rocha, recomendou ao presidente da Câmara Municipal, o vereador Gerveson Tramontin Silveira (PT), que recolha os celulares distribuídos a vereadores e diretores da Casa. As contas dos telefones são pagos com recursos públicos. Dos 21 vereadores, 17 utilizavam os aparelhos.

Na última segunda-feira, o presidente se reuniu com os vereadores para transmitir o ''recado'' do promotor. Porém, não conseguiu convencer seus colegas. Durante a semana, apenas a vereadora Selma Schons (PT) devolveu o aparelho.

A maioria dos vereadores ainda criticou o presidente da Casa, alegando que lhe falta firmeza para conduzir o Legislativo. Isso porque Gerveson estaria cedendo às pressões que vem sofrendo da sociedade.

Nos primeiros cinco meses do ano, o gasto da Câmara com o pagamento das contas de telefone celular dos vereadores foi de cerca de R$ 12,7 mil. O vereador que mais gastou foi Geraldo Woyciechowski (PTB), cujas contas somaram R$ 1,835 mil. O próprio presidente da Casa aparece em terceiro lugar, na lista dos que mais gastaram. Foram R$ 1,521 mil em cinco meses.

O promotor afirmou que se os vereadores não devolverem os aparelhos, tomará as medidas cabíveis e moverá uma ação contra os parlamentares. Segundo Rocha, o caso dos celulares pagos pelos cofres públicos, assim como vários outros, ''são situações em que o gestor da coisa pública, se parasse para pensar, poderia resolver sozinho, sem precisar de uma ação judicial ou uma ação da sociedade''.

O presidente da Câmara de Ponta Grossa, por sua vez, nega que tenha tocado nesse assunto com o promotor Mauro Rocha. Gerveson disse que aguarda um parecer do Tribunal de Contas do Paraná (TC) sobre a legalidade de pagar essas despesas com recursos públicos. Será este parecer, garante Gerveson, que decidirá sobre o recolhimento ou não dos telefones celulares que estão em poder dos vereadores.

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