Curitiba - Os advogados do PFL continuarão tendo acesso ao inquérito policial realizado pela Polícia Federal (PF) para apurar denúncias de crime eleitoral na campanha à reeleição do prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi. O delegado Hugo Corrêa Martins coordena as investigações para apurar se o comitê do PFL sonegou R$ 29,8 milhões na prestação de contas da campanha à Justiça Eleitoral.
Segundo o delegado regional da PF, Ademir Gonçalves, até agora não foi solicitado o sigilo sobre o inquérito. Isso não significa, porém, que qualquer pessoa pode ter acesso ao teor das investigações. ‘‘O inquérito é público. Tecnicamente, isso quer dizer que os advogados das pessoas interessadas podem acompanhar alguns procedimentos. Mas caso algum o delegado responsável solicite o sigilo e algum juiz conceda o pedido, nem mesmo os advogados podem acompanhar as diligências’’, explica Gonçalves.
O direito de acompanhar os depoimentos é reivindicado pelo advogado do PFL, Antônio Figueiredo Basto, desde o final de outubro, quando ele assumiu a defesa do partido. A quebra do sigilo nas investigações do Ministério Público (MP) estadual motivou uma disputa jurídica, que resultou em uma sentença do juiz da 1ª Zona Eleitoral, Espedito Reis do Amaral, favorável aos advogados do PFL. Os promotores do MP vão recorrer da sentença no Tribunal Regional Eleitoral, mas o pedido deve ser julgado apenas no dia 4 de fevereiro, quando o órgão retoma suas atividades.
Ontem, o MP esperava ouvir uma representante de uma empresa do Norte do Paraná que teria confeccionado bonés e assinado um recibo no valor de R$ 50 mil por prestação de serviços. Mas o depoimento foi cancelado após a testemunha apresentar um atestado médico. Um novo depoimento foi marcado para o dia 23 de janeiro.

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