Curitiba - O Ministério Público (MP) estadual não irá oferecer denúncia por tráfico de influência contra o secretário de Estado da Segurança Pública, José Tavares, e o deputado estadual Carlos Simões (PTB). As duas autoridades foram acusadas pela promotoria de Rio Negro (109 km a sudoeste de Curitiba) de envolvimento com uma quadrilha de roubo de cargas, supostamente liderada por Mário Fogassa.
De acordo com o relatório do procurador Francisco Siqueira Branco, não ocorreu ''a prática de solicitar, exigir, cobrar ou obter vantagem que influenciasse funcionário público no exercício da função ou no andamento do inquérito policial que apurava desvios de carga na região.''
O MP decidiu manter, entretanto, a denúncia conta Carlos Simões por porte ilegal de arma. Após cumprirem um mandado de busca e apreensão em uma chácara do deputado em setembro, os policiais encontraram armas de uso da Polícia Civil. Na época, a defesa afirmou que Simões tinha permissão para uso das armas. O parlamentar foi procurado ontem pela Folha, mas não retornou as ligações.
O secretário José Tavares mostrou-se satisfeito com o resultado das investigações do procurador. ''O processo foi conduzido com lisura, e comprova o que eu afirmei desde o começo. Nunca tive contato com Mário Fogassa'', disse. As diligências envolvendo Tavares e Simões foram realizadas pelo procurador Siqueira Branco devido ao cargo ocupado pelas autoridades, que tem foro privilegiado.

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