MP não altera ritmo de trabalho
A decisão de adiar a votação da Comissão Processante contra Antonio Belinati não altera em nada as investigações que o Ministério Público de Londrina vem realizando há mais de um ano na administração municipal. Quem garante é o promotor Cláudio Esteves, da Promotoria de Investigações Criminais (PIC) e responsável pelas investigações ao lado dos promotores Bruno Galatti e Solange Vicentin.
Esteves comentou apenas que as investigações entraram na fase de absoluto sigilo e por isso não quis revelar quais serão os próximos passos. Ele garantiu ainda que os promotores não irão antecipar o final das investigações, como sugeriram algumas pessoas, formalizando a denúncia contra quem que já teria o envolvimento no esquema de corrupção configurado.
Estamos aprofundando cada vez mais as investigações e é preciso cautela. E não há como cobrar de um órgão que está investigando por iniciativa própria e que chegou hoje a um ponto gravíssimo, que estão sendo expostos à sociedade a medida do possível, disse.
As investigações do MP começaram exatamente há um ano com denúncias de superfaturamento no serviço de capina e roçagem da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA). Depois, avançaram para a Companhia Municipal de Urbanização (Comurb), onde teria ocorrido a maior parte das irregularidades. Até agora, mais de 200 contratos envolvendo entre 40 e 50 empresas, de Londrina e Curitiba, entre outras cidades, estão sendo investigados. São mais de 30 mil páginas de documentos.
Os promotores já confirmaram que o caso envolve recursos de R$ 16 milhões, aproximadamente, e que o MP está tentando descobrir qual foi o caminho do dinheiro desviado. Além disso, eles entrarão com pedido de indisponibilidade de bens de todas as pessoas envolvidas.
Em depoimento ao Ministério Público, o ex-diretor da Comurb, Eduardo Alonso, disse acreditar que o esquema de corrupção envolve recursos de R$ 30 milhões. Ele também confessou que participou das irregularidades. Há um mês, depondo na Comissão Especial de Inquérito (CEI), Alonso revelou que Antonio Belinati seria o principal responsável pelo desvio de recurso público. (L.H.)





