MP manda investigar instituto
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segunda-feira, 04 de setembro de 2006
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
A Polícia Federal (PF) deverá instaurar inquérito para apurar supostas irregularidades envolvendo o instituto de pesquisas SL Consultoria e Pesquisa Ltda. O juiz auxiliar do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Renato de Souza Paiva, decidiu dia 3, na representação formulada pela coligação Paraná da Verdade (PDT/PP/PSB/PTB), do candidato ao governo Osmar Dias, atender o parecer do Ministério Público Eleitoral (MPE) e determinar a abertura do procedimento investigatório.
No parecer assinado pela procuradora Eleitoral Auxiliar, Antonia Lélia Neves Sanches, são destacados ''indícios de irregularidades envolvendo a empresa SL''. ''O fato da primeira representada (SL) apontar endereço inexistente como se fosse de sua sede, e não contestar o fato, é mais do que suficiente para levantar sérias dúvidas acerca de credibilidade da empresa, o que deve ser devidamente apurado pela autoridade policial competente'', diz trecho do documento. ''Quanto à metodologia empregada, verifica-se que a pesquisa apresenta grave falha ao não considerar o nível econômico dos entrevistados na ponderação realizada'', complementa.
O diretor da SL, Bruno Souza Lopes - pai de um dos sócios da empresa Caio Rodrigo Souza Lopes - disse que ainda não foi intimado da decisão judicial, mas contestou os indícios de irregularidades apontados. Também compõe a sociedade Vilson Custódio. ''O endereço que fornecemos no registro da pesquisa é o que estamos funcionando, Rua Visconde de Nacar, 865, conjunto 403, centro de Curitiba. Estão se referindo ao endereço que tinha no contrato social, quando a empresa foi constituída e atualmente está nesse endereço que mencionei'', argumentou.
Lopes também argumentou que a metodologia contestada é a mesma utilizada por todos os institutos de pesquisa. ''A maior prova que o resultado da pesquisa não atende a interesse por parte de nenhum candidato é o resultado do Ibope, que dentro das margens de erro é igual ao nosso. Por que essa diferença de tratamento?'', questiona. Lopes estuda entrar na Justiça contra a decisão e as acusações.


