O Ministério Público Federal no Rio já começou a levantar os bens do ex-secretário-geral da Presidência da República Eduardo Jorge Caldas Pereira, acusado de envolvimento no escândalo da obra superfaturada do Fórum Trabalhista de São Paulo. O objetivo final do trabalho é checar se o patrimônio de Eduardo Jorge – inclusive o apartamento de 600 metros quadrados no Condomínio Praia Guinle, em São Conrado, comprado por, oficialmente, mais de US$ 600 mil – é compatível com a renda que o ex-secretário declarou à Receita Federal.
A Coordenação da Área Criminal da Procuradoria Geral da República no Rio já abriu um procedimento para fazer o levantamento, que não é um inquérito. Ela vai levantar todos os possíveis bens e empresas de Eduardo Jorge no Rio. Uma possível investigação sobre sonegação fiscal, porém, correrá em Brasília, pois é lá que o ex-secretário tem domicílio fiscal. As informações apuradas no Rio serão repassadas para a Procuradoria da República na capital federal, onde também será um possível depoimento de Eduardo Jorge, no caso de os procuradores designados para o caso o intimarem a prestar esclarecimentos.
Segundo informações até duas semanas divulgadas em uma home page pelo próprio Eduardo Jorge, o apartamento de São Conrado foi comprado com economias e investimentos que fez com a mulher, Lídice Caldas Pereira, incluindo a venda de quatro imóveis. O ex-secretário-geral também contestava a afirmação de que o apartamento valeria, pelo menos, US$ 1 milhão. Um de seus argumentos é de que o imóvel estava em mau estado de conservação, necessitando de obras, que ainda estão sendo feitas. Na semana passada, a home page foi tirada do ar.

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