O Ministério Público (MP) de Londrina está investigando um número de telefone celular que seria ou teria pertencido à vereadora eleita Sandra Graça, do PSB. Na segunda-feira, o juiz da 5º Vara Cível, Alberto Júnior Veloso, decretou a quebra de sigilo telefônico do número. O pedido consta de uma medida cautelar proposta pelo MP contra o deputado federal José Janene (PPB), suspeito de ter se beneficiado com parte dos desvios da prefeitura de Londrina em licitações fraudulentas.
O MP justificou o pedido de quebra de sigilo telefônico com uma declaração do ex-diretor da extinta Companhia Municipal de Urbanização (Comurb – atual CMTU), Eduardo Alonso, alegando que Janene teria o costume de utilizar celulares de outras pessoas. Além de Sandra Graça, ele cita números que seriam de Cassemiro Zavierucha, o ‘‘Carlos Júnior’’, suposto tesoureiro de Antonio Belinati (PFL); do ex-secretário de Governo Wilson Mandeli; do assessor da prefeitura Roberto Brasiliano; e da assessora ‘‘Damiris’’, ‘‘cujo celular não se recorda’’.
Ontem, no entanto, Sandra Graça afirmou que desconhece o número de celular citado na cautelar. ‘‘Este telefone nunca pertenceu a mim’’, assegurou. A vereadora eleita informou que no período em que foi chefe de gabinete e presidente da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA), no ano passado, utilizou dois celures – um pessoal e outro de serviço –, ambos com números diferentes. ‘‘Pode ser que esse número pertencia ao diretor anterior (da AMA)’’, arriscou.
Ela acrescentou que está aberta a qualquer esclarecimento sobre o caso. ‘‘Durante o tempo que eu estive na AMA atendi a todas as solicitações do MP e agora não seria diferente. Até porque nós, que atuamos em órgãos públicos, devemos satisfação para a sociedade.’’

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