MP investiga suspensão de concurso em Sertanópolis
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terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
O Ministério Público (MP) em Sertanópolis (40 km ao norte de Londrina) instaurou procedimento para investigar indícios de fraude no concurso público realizado pela Prefeitura, na última sexta, para a área de Saúde. A prova, aplicada por uma empresa de Ibaiti (94 km ao sul de Jacarezinho) cujo nome não foi revelado, teve impresso o gabarito aos postulantes a vagas de motorista e lavadeira de roupas. O processo foi cancelado e não há data para que um novo seja aplicado.
Segundo a administração do prefeito Luís Oporto (PMDB), cerca de 430 candidatos concorreram ainda aos cargos de enfermeiro, farmacêutico, nutricionista, técnico em raio-X, recepcionista, telefonista, copeiro, vigia e e zelador.
A assessoria de imprensa da Prefeitura encaminhou release ontem informando o cancelamento e o encaminhamento do material à Promotoria de Justiça local. De acordo com a promotora Ana Maria de Oliveira Santos, contudo, o caso vinha sendo apurado antes disso com envios de ofício ao Executivo tratando da forma como foi feita a licitação.
Segundo a promotora, uma pessoa comunicou, por telefone, a ''preocupação'' com o fato de que uma empresa que participou do certame seria beneficiada - e provavelmente após a aplicação das provas, disse. ''Em uma primeira análise dos documentos da licitação (carta-convite cujo teto era R$ 15,8 mil), não foram encontradas irregularidades'', comentou. O fato de o gabarito ter vindo impresso em 20 provas para motorista e três para lavador, entretanto, deverá nortear uma das linhas de investigação. Foi da Promotoria, por sinal, a recomendação para que o processo seletivo fosse suspenso, e que novo não fosse realizado até se descobrir o que ocorreu no primeiro.
''Havia o boato de que uma segunda empresa pertencesse a alguém vinculado à administração, mas nada foi apurado nesse sentido. De qualquer forma, o MP vai investigar se o erro foi por acaso, por manipulação, ou não'', declarou a promotora.
Conforme a assesssoria do prefeito, ontem ele estava em Curitiba em consulta sobre o caso junto ao Tribunal de Contas (TC-PR). O secretário-geral da Prefeitura, Vacir Rizzato, disse que cerca de R$ 18 mil foram arrecadados em inscrições (de R$ 30, R$ 50 e R$ 80), ao passo que o contrato com a empresa seria de R$ 9,9 mil ainda não pagos. Sobre o suposto vínculo de um membro da administração com uma das empresas do certame, Rizzato garantiu: ''É um diretor nosso, mas ele apenas conhece o dono do grupo que concorreu'', definiu, para cmpletar: ''Estamos avaliando realizar um novo concurso''.


