MP investiga suplente de Estevão
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segunda-feira, 10 de julho de 2000
Fausto Macedo Agência Estado De São Paulo 
O Ministério Público Federal abriu investigação sobre empréstimos bancários supostamente irregulares concedidos ao empresário Valmir Amaral, suplente do senador cassado Luiz Estevão (PMDB-DF). Por meio de dois contratos no valor global de R$ 9,98 milhões recursos do Finame do BNDES Amaral teria ampliado a frota de suas empresas de ônibus, a Rápido Brasília Transportes e a Viva Brasília.
Segundo o deputado Pedro Celso (PT-DF), para que tais recursos fossem concedidos, o Banco de Brasília agente financeiro da operação e responsável pelas obrigações contratuais deveria repassar a proposta de financiamento ao Finame, sendo necessário o cumprimento de todos os requisitos para a concessão dos empréstimos. O parlamentar afirma que a partir da transação, Amaral assumiu 88% das autorizações oficiais para operar sem licitação linhas de transporte.
Tais concessões irregulares coincidiram com o aumento em mais de três vezes da quantidade de veículos do grupo em circulação, passando de 67 para 275. Esses ônibus foram comprados com dinheiro público, por meio de financiamento efetuado pelo Banco de Brasília com recursos originários do Finame, acusa Pedro Celso. Segundo ele, sobre o mesmo imóvel dado em garantia em um dos contratos a garagem das empresas já incidia hipoteca em primeiro grau referente a outra dívida de Amaral que não teria sido quitada.
Ainda segundo a denúncia do deputado à Procuradoria da República, outra questão relevante é a participação neste negócio fraudulento do Departamento Metropolitano de Transportes Coletivos (DMTU). Pedro Celso alega que a efetivação dos contratos somente poderia ocorrer com declaração do DMTU no sentido de que todos os ônibus adquiridos com o financiamento seriam usados em sistema integrado de transporte e o Grupo Amaral tinha permissão pública para operar o projeto.


