MP investiga sinalização turística
Empresa investigada por suposto superfaturamento em contrato de placas turísticas em Curitiba
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 18 de maio de 2006
Empresa investigada por suposto superfaturamento em contrato de placas turísticas em Curitiba
Curitiba - A Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Curitiba, do Ministério Público (MP) do Paraná, abriu um procedimento investigatório para apurar denúncias contra uma empresa , com sede em Curitiba, responsável pela produção e instalação de 145 placas turísticas para a Prefeitura da Capital. A iniciativa do MP está ligada à decisão da própria administração local, que optou por suspender na última terça-feira o pagamento à Iasin até que seja finalizada a investigação em torno do contrato estabelecido com a empresa.
Através da assessoria, o prefeito Beto Richa (PSDB) informou que não foram encontrados indícios de irregularidades no contrato, mas que informações divulgadas por órgãos de imprensa referentes a um possível superfaturamento por parte da empresa o levou a questionar os valores das placas, que somam R$ 1.452.023. A comissão de sindicância aberta pela Prefeitura tem 30 dias para apurar o caso.
A empresa, no entanto, já é conhecida da Prefeitura de Curitiba há pelo menos 10 anos, conforme explicou ontem o proprietárioempresa, um engenheiro civil. ''Já prestamos diversos serviços para a prefeitura, inclusive durante outras administrações'', revela, que também negou que a empresa tenha cometido irregularidades. ''Os preços foram autorizados a partir de um edital de licitação, que inclusive vencemos porque apresentamos o menor valor.''
A licitação, feita em janeiro na modalidade Tomada de Preços e através da Secretaria Municipal de Obras, teria sido disputada por nove outras empresas, das quais apenas cinco foram consideradas habilitadas para concorrer, incluindo a empresa do caso.
O engenheiro disse ainda que não recebeu comunicado da Prefeitura sobre a suspensão do pagamento. ''Já recebemos pouco mais de 40% do valor total'', afirmou. Um único equipamento de sinalização não entregue deveria ter sido instalado na entrada da cidade. A justificativa é de que a empresa ainda aguarda autorização da concessionária responsável pela área.
Nas eleições de 2004 a empresa doou R$ 8 mil ao diretório municipal do PSDB, de acordo com dados disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Uma outra empresa, de Construções e Incorporações, também de propriedade do engenheiro civil, doou R$ 7 mil à mesma campanha. Entre os principais clientes da empresa, conforme divulgado no site da empresa, está a Urbs responsável pelo transporte coletivo em Curitiba.
A assessoria do MP informou sobre a existência de 17 ações civis públicas contra a empresa, que juntas pedem uma soma de mais de R$ 3 milhões. Entre as ações, 16 partiram da 6 Vara Cível de Londrina. A maioria se refere a uma suposta participação da empresa num esquema de fraudes em licitação pública articuladas na gestão do ex-prefeito Antonio Belinati, cassado em 2000 pela Câmara de Vereadores.





