MP investiga morte de deputado
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 21 de dezembro de 2001
Gilmar Agassi<Br>De Cascavel 
O Ministério Público de Cascavel destacou três promotores para auxiliar nas investigações sobre a morte do deputado estadual Tiago de Amorim Novaes (PTB), ocorrido na noite de terça-feira, em frente ao prédio onde morava. O MP sugeriu ontem que o delegado especial Alexandre Marcorin de Lima solicite cópias de fitas dos programas do deputado dos últimos trinta dias. ''Todas as pessoas que foram denunciadas no programa dele (Amorim) são consideradas suspeitas'', afirmou o promotor Marcelo Balzer. Amorim era radialista e apresentava programa policial na TV.
O deputado foi executado com cinco tiros. Segundo testemunhas, o assassino estava em uma moto. A polícia de Cascavel investigava a participação de duas pessoas no crime, mas a suspeita foi descartada. Uma delas é o frentista Ademir de Paula, que foi ouvido novamente pelo delegado ontem de manhã.
Na noite do crime, Paula tentou furar um bloqueio policial, acabou se acidentando e foi parar no hospital. O frentista voltou a afirmar que não parou porque estava sem os documentos da moto. Ele disse também que no momento do crime estava com algumas amigas, informação que acabou sendo confirmada.
A polícia checou também a denúncia de que o policial civil Gilberto Ardanaz seria o responsável pelo disparos. Entretanto, o delegado Roberto Fernandes, de Guaíra, onde trabalha Ardanaz, enviou um fax garantindo que ele esteve durante toda noite de terça-feira em uma festa de confraternização, nos fundos daquela delegacia.
Macorim relatou que vem recebendo várias informações sobre o crime e que todas elas estão sendo checadas. Ele desmentiu a informação de que existiria uma lista com nomes de pessoas suspeitas. Na sua opinião, o crime não foi planejado e executado por apenas uma pessoa. ''Normalmente, em homicídos onde são utilizadas motocicletas, duas pessoas participam. Nesse caso, é provável que não tenha feito tudo sozinho'', declarou.
Ontem, o delegado Macorim também começou a ouvir familiares e pessoas próximas da vítima. ''O inquérito começou a ganhar corpo agora com esses novos depoimentos'', resumiu. O chefe e o chefe-adjunto do Instituto de Criminalística de Londrina, Darci Dória e Geraldo Gonçalves, respectivamente, estão em Cascavel auxiliando na perícia. A Criminalística de Cascavel pretende usar a técnica da hipnose em testemunhas.
O secretário de Estado de Segurança Pública, José Tavares, esteve ontem na cidade. Ele disse esperar que o crime seja elucidado rapidamente para apresentar uma resposta à sociedade. O secretário ressaltou que todos esforços serão feitos para desvendar o assassinato. (Com Agência Folha)


